terça-feira, 29 de dezembro de 2020
quarta-feira, 22 de julho de 2020
quarta-feira, 13 de maio de 2020
sábado, 9 de maio de 2020
quinta-feira, 16 de abril de 2020
domingo, 12 de abril de 2020
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
COMO EU AMO A TUA LEI!
(Aprendendo sobre os mandamentos divinos)
... a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom (Rm 7:12).
A
palavra lei, de forma geral, faz referência as normas ou regras de vida, vindas,
geralmente, de uma autoridade. Neste sentido, quando tratamos de leis de Deus,
estamos nos referindo aos preceitos vindos de Deus para o seu povo. Estes
preceitos diziam respeito a todos os aspectos da vida dos israelitas. Eles
apontavam as diretrizes pelas quais o povo deveria se guiar. A lei estava entre
os bens mais valiosos dos Israelitas. Se guardassem com cuidado, seriam notados
pelas outras nações: ... pois assim os outros
povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês. Quando eles ouvirem todos
estes decretos dirão: "De fato esta grande nação é um povo sábio e inteligente" (Dt 4:6 – NVI). Apesar desta enorme importância, precisamos lembrar que existem
diferentes tipos de lei no Antigo Testamento, e nem todas elas, embora
importantes para Israel naquele contexto, continuam validas para a igreja
cristã.
Por
exemplo, como podemos conciliar alguns textos bíblicos que dizem que a lei de
Deus foi anulada com outros que dizem que ela continua vigente? O mesmo
apóstolo Paulo, que disse que Jesus aboliu,
na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças (Ef 2:15), disse
que a lei é santa; e o mandamento, santo,
e justo, e bom (Rm 7:12). Partindo do princípio de que a Bíblia não se
contradiz, é claro que estes textos não estão tratando da mesma lei e que
existe mais de uma categoria de leis. Pelo menos três categorias são mostradas
na Bíblia. Veremos quais a seguir.
Em
primeiro lugar, temos as leis civis. As
leis civis são aquelas que regulamentam a vida dos cidadãos entre si, dentro de
uma comunidade (nação, Estado). O povo de Israel, como nação, não podia fazer o
que bem queria, quando queria e da forma que queria. As leis civis abrangiam
questões relativas ao tratamento dos escravos (Êx 21:1-11); à violência e aos
acidentes (21:12-32); ao direito de propriedade (Êx 21:33-22:15); e ao descanso
da terra (Êx 23:10-11), dentre outras. A Bíblia diz, por ocasião da criação das
leis civis: Estes são os estatutos que
proclamarás a eles (Êx 21:1). Moisés serviu apenas como proclamador desta
lei, que foi dada por Deus. Elas são: leis
do Senhor (Dt 11:26-28). Cada uma dessas ordenanças reflete a justiça de
Deus. De alguma forma, todas são fundamentadas nos dez mandamentos, a lei moral
de Deus, pois existem princípios morais envolvidos em cada um destes preceitos
civis. As leis civis apresentadas na Bíblia são aplicações da lei moral à
sociedade israelita. Então, por isso, podemos afirmar que a “lei moral
permanece, a aplicação dada a ela na sociedade israelita, não”.[1]
Em
segundo lugar, temos as leis rituais.
Se, por um lado, as leis civis regiam a forma com que os israelitas deveriam
comportar-se diante da sociedade, por outro, as leis rituais (ou cerimoniais)
mostravam como eles deveriam se apresentar diante do Senhor. Elas
regulamentavam a adoração de Israel. Cuidavam mais da exterioridade da vida
religiosa. Podemos encontrar as leis rituais nos livros de Êxodo, Deuteronômio
e, principalmente, no livro de Levítico, que é um manual de cerimônias, regras
e deveres sacerdotais. Apesar de serem chamadas de “leis de Moisés”, em algumas
passagens bíblicas (Js 8:31; Ed 3:2), as leis rituais foram dadas pelo próprio
Deus. Ele apresentou esses preceitos à nação israelita, com o fim de guiá-la em
sua fé no Messias. Essas leis apontavam para a vinda do Messias. Todavia, por
serem tipológicos por natureza, cercados de símbolos e sinais que focavam a
obra do Messias, a vinda deste pôs fim a esses rituais. Com a vinda de Cristo,
as leis rituais perderam a sua validade, deixaram de ser obrigatórias para o
povo da nova aliança.
Os
autores do Antigo Testamento sabiam que as leis rituais ou cerimoniais apontavam
para uma realidade maior (cf. Sl
51:16-19; Os 6:6-7; Is 1:11; Jr 7:22-23; Mq 6:6-8). No Novo Testamento, elas
são chamadas de “sombras” (Cl 2:17; Hb 8:5; 10:1). Por essa razão, o ensino do
Novo Testamento sobre elas é claro: não são mais obrigatórias para a igreja.
Essa verdade pode ser vista em Efésios, em que lemos que, em seu corpo, Jesus desfez a inimizade, isto é, a lei dos
mandamentos contidos em ordenanças
(Ef 2:14-15 – grifo nosso). A lei mencionada aqui é a dos rituais. A frase
“mandamentos contidos em ordenanças” aponta nesse sentido. É importante
ressaltarmos que, apesar das leis cerimoniais terem sido abolidas, isto não
significa que elas não têm nenhum valor para os crentes. O uso delas foi
abolido, mas como apontavam para Cristo, retêm importância como uma ferramenta
de ensino para melhor entender a sua obra.
Em
terceiro lugar, temos a lei moral. A
lei moral de Deus é aquela que estabelece o padrão de conduta para todos os
homens e em todos os lugares; revela, de forma muito evidente, a vontade de
Deus, em termos de caráter e procedimento. A lei moral é um reflexo da natureza
e do caráter do próprio Deus. Sendo assim, é universal, indispensável e válida
para todos os homens, de todas as épocas e lugares; é imutável. Onde podemos
encontrá-la? Nos dez mandamentos (Êx 20:1-17). Elas prescrevem como deve ser o
nosso relacionamento com Deus: não terás
outros deuses diante de mim (v. 3), não farás
para ti imagem de escultura (v. 4a), não
tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão (v. 7a), lembra-te do sábado, para o santificar (v. 8); e com o próximo: honra teu pai e tua mãe (v. 12a), não matarás (v. 13), não adulterarás (v. 14), não furtarás (v. 15), não dirás falso testemunho (v. 16) e não cobiçarás (v. 17a).
A
lei moral foi dada em um contexto de graça, para um povo já liberto (Ex 20:2),
que não fora escolhido sem propósito. Israel foi alcançado para ser um povo santo
(Dt 7:6; 14:2, 21) e os mandamentos serviriam para orientá-los nessa
missão. A lei moral é a regra de vida
dos redimidos. Ela nunca teve por objetivo trazer salvação, mas contribuir no
processo de santificação. Foram dadas para que os filhos de Deus soubessem qual
era a sua vontade e pudessem andar de acordo com a mesma.
Assim
como a civil e a ritual, a lei moral foi dada por Deus (Êx 20:1). No caso da lei moral, a vinda de Cristo não a anula,
nem a remove. A validade dos dez mandamentos é contínua e a sua aplicação é
universal. Jesus, ao se referir a lei moral disse: Não penseis que vim destruir a
lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-los. (Mt 5:17
– grifo nosso). Em Romanos também lemos: Anulamos
então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a lei (Rm
3:31). Então, entre as três categorias de lei, a única que permanece é a moral.
PARA REFLETIR
01. O que significa a palavra “lei”? Quantas categorias de leis
existem na Bíblia?
02. Fale sobre a única categoria de leis que continuam vigentes?
terça-feira, 29 de novembro de 2016
O INICIO DE TUDO
(Aprendendo sobre a criação do mundo)
O Senhor com sabedoria fundou a terra (Pv 3:19).
Gênesis
conta a história do começo da criação do universo, do homem, do pecado, da
redenção, do trabalho, do casamento, das civilizações, etc. Em seu primeiro
capítulo, encontramos registrado o início
de todas as coisas. De início, temos revelado que Deus criou todas as
coisas (Gn 1:1). Mesmo enfrentando diversos ataques de falsas teorias
inventadas pelos homens, essa doutrina foi aceita como verdadeira desde o
início. Nos últimos duzentos anos, porém, ela tem sido atacada com rigor![1]
A chamada “teoria da evolução”, ensinada na maioria das escolas públicas e
particulares e também nas universidades, constitui-se em um dos ataques mais
vigorosos contra a criação divina. Mas, o que diz essa falsa teoria?
O
evolucionismo foi apresentado ao mundo pelo naturalista inglês Charles Darwin,
no seu livro A origem das espécies, e
pode ser definido como teoria de que todas as coisas se originaram de materiais
preexistentes por modificação gradual, mediante processos naturais.[2]
Entretanto, ao analisarmos o evolucionismo, concluímos que ele não conta com o
apoio dos fatos. A teoria é falsa! Por exemplo, se levarmos em canta as
toneladas de fósseis que têm sido encontradas em todo o mundo: todos eles têm
sido facilmente classificados como peixes, répteis, aves, mamíferos e homens.
Os pesquisadores não encontram restos de uma forma que esteja no meio do
caminho, “evoluindo”. Em toda essa massa incalculável de ossos, “não há prova alguma,
seja ela qual for, de qualquer mudança gradual de uma espécie para outra”.[3]
Em outras palavras, o macaco sempre foi macaco, o homem sempre foi homem, o
peixe sempre foi peixe e assim por diante.
Além
disso, segundo a cosmologia, que estuda a origem do universo, “tudo o que foi
começado tem que ter uma causa adequada”.[4]
Em Hebreus 3:4, lemos: Pois toda casa é
estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus. Ele
é o criador e arquiteto do universo! (cf.
Ne 9:6, Is 40:26; 45:12; At 17:24; Ef 3:9; Cl 1:16; Ap 4:11). E como ele
criou todas as coisas? A palavra criou,
que aparece nos versículos 1, 21 e 27 de Gênesis, capítulo 1, é a tradução da
palavra hebraica bara, que ocorre 44 vezes, no Antigo
Testamento, e significa a produção de algo fundamentalmente novo, por meio da
ação de um poder criador soberano, visto que nunca está relacionado a nenhuma
menção do material.[5]
Esse significado concorda com o que afirmou o autor de Hebreus: ... o visível foi feito do que se não vê (11:3).
Do nada Deus cria todas as coisas. Existe um padrão para as atividades de Deus
em Gênesis:
Deus formou:
Depois de criar a terra (Gn 1:1), Deus começou a organizá-la. O versículo 2 de
Gênesis 1 diz: A terra era sem forma e
vazia. Durante a semana da criação: primeiro ele formou e depois encheu.
Nos três primeiros dias, Deus deu forma à terra. No primeiro dia, ele ordenou
que a luz brilhasse e separou a luz das trevas (Gn 1:3-5), no segundo dia, Deus
separou águas e águas, colocou um firmamento entre as águas superiores e chamou
de céus (Gn 1:6-8), no terceiro dia, Deus reuniu as águas e fez surgir a porção
seca, criando, assim, a “terra”, a “vegetação” e os “mares” (Gn 1:9-13).
Deus encheu: A terra sem forma do versículo 2, ao final do
terceiro dia da criação, ganhou forma. Depois de criar as estruturas
fundamentais do nosso mundo, Deus começou a preencher esse mundo. No quarto dia
da criação, ele colocou luminares nos céu (Gn 1:14-19). No quinto dia, Deus
criou os peixes para povoarem os mares e as aves para voarem no céu (Gn
1:20-23). No sexto e último dia, a criação chegou ao seu ápice: após criar toda
a fauna, Deus disse: Façamos o homem à
nossa imagem, conforme nossa semelhança (...) Assim Deus criou o homem (Gn
1:26-27).
Depois de seis dias de muita criatividade, por parte de um
criador extremamente sábio, a terra sofreu mudanças fenomenais. No final dos
seis dias, viu Deus tudo o que tinha
feito, e que era muito bom (Gn 1:31). Tudo “no universo, desde a maior das
estrelas até a menor das folinhas, produziu alegria no seu coração. Era uma
linda sinfonia”.[6]
Assim, Deus, no sétimo dia, já havia
concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou (Gn 2:2 – NVI). De
fato, o Senhor com sabedoria fundou a
terra (Pv 3:19).
Por
fim, depois de entendermos que tudo foi criado por Deus, nada mais justo do que
entreguemos nossa adoração a ele! É
impossível estudarmos o relato da criação e não ficarmos admirados com o poder
e a inteligência do nosso criador! Considere, por exemplo, a vastidão da
criação:[7]
Mais de 500 mil espécies de insetos, 30 mil espécies de aranhas, 6 mil espécies
de répteis, 5 mil espécies de mamíferos, 3 mil espécies de rãs. Todas, segundo
a Bíblia, criadas por Deus (Gn 1:12, 21, 24, 25). Entreguemos a nossa adoração
a ele! Bendito seja o teu nome glorioso,
e seja exaltado (...). Fizeste o céu, o céu dos céus, e todo seu exército, a
terra e tudo o que nela há, os mares e tudo o que neles há (Ne 9:5-6).
PARA REFLETIR
01. Como a ciência explica a origem de todas as coisas?
02. Como a Bíblia explica a origem de todas as coisas?
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
QUÃO GRANDE ÉS TU!
(Aprendendo sobre o nosso Deus)
O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor (Dt 6:4)
Quem é Deus segundo as Escrituras sagradas?
Esta é uma pergunta que, por mais que tentemos apresentar algumas respostas,
estas, nunca serão plenamente satisfatórias. Afinal, somos seres humanos
finitos e pecadores tentando entender um Deus infinito e santo. Mesmo assim,
podemos afirmas algumas coisas, com base na revelação, sobre Deus, sua pessoa e
características. A Bíblia diz que as coisas encobertas pertencem ao Senhor, e
as reveladas pertencem a nós (Dt 29:29). Tudo o que sabemos sobre Deus advém da
sua auto revelação. Se ele nunca tivesse se revelado, não saberíamos nada sobre
ele. Por isso, reconhecemos que não sabemos tudo, mas apenas o que ele próprio
quis que soubéssemos.
Pois bem, diante de todas as maneiras que
Deus se revelou a nós através da sua Palavra, podemos dizer que DEUS é Espírito
Pessoal, Eterno, Infinito e Imutável; é Onipotente, Onisciente e Onipresente; é
Perfeito em Santidade, Justiça, Verdade e Amor. Ele é o Criador e Sustentador
de todas as coisas, Redentor, Juiz e Senhor da história e do universo, que
Governa pelo seu Poder dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu Eterno
Propósito e Graça, que se revelou a humanidade.
É Deus Triuno; o Eterno DEUS é Pai, Filho e Espírito Santo, Pessoas
distintas, porém sem divisão em sua essência.
Gostaríamos de destacar a ideia de
“triunidade”. Ele é um Deus trino. E o que isso significa? A palavra
“triunidade” não aparece nas Escrituras, mas foi criada para expressar uma
verdade encontrada em toda a Escritura. A que Deus é um ser triúno, isto é, ele
subsiste eternamente em três pessoas distintas e co-iguais. Todas elas são
igualmente e plenamente divinas, no entanto, existe um único Deus (Dt 6:4; Tg
2:19). Deus é um em sua essência. Esta essência é única e indivisível. Essa
essência não está fragmentada, de modo que cada pessoa da trindade seja uma
parte de Deus. Todos sem exceção, o Pai o Filho e o Espírito Santo, possuem a totalidade
da essência divina. Esta é uma daquelas doutrinas difíceis de entender
logicamente, mas que não podem ser negadas devido a farta evidencia bíblica.
Para tentar clarificá-la, pensemos nas três
pessoas divinas de forma separadas. Começaremos a nossa abordagem falando sobre
o Pai. Deus é chamado de Pai em alguns textos do Antigo Testamento (cf. Dt 32:6; 2 Sm 7:14; Sl 68:8; 89:26;
Is 63:16; 64:8; Jr 3:4, 19; Ml 1:6; 2:10). A designação “Pai” não era muito
comum para se referir a Deus no Antigo Testamento, principalmente para não
confundir o Deus de Israel com os deuses tidos como progenitores pelos pagãos.[1]
Em o Novo Testamento, entretanto, as referências bíblicas à pessoa do Pai são
numerosíssimas: mais de 200 (cf. Mt
5:16; 6:9; 26:53; At 1:4; Rm 1:7; Gl 1:3; Ef 6:23, etc.). Quando somamos os
textos do Antigo Testamento à revelação do Novo Testamento, descobrimos que o
Pai é uma das pessoas da triunidade. Todos estes textos bíblicos revelam-nos
informações preciosas e importantes sobre a pessoa do Pai do nosso Senhor Jesus Cristo (1 Pd 1:3).
A Bíblia afirma, e por isso cremos, que o
Pai é divino, isto é, ele é Deus: Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação (Jo 6:27 – grifo nosso cf. também 2 Co 1:2; Ef 4:6; 1 Pd
1:2-3). Se o Pai é Deus, consequentemente é, também, eterno (Sl 90:2). Deus, o
Pai, existe antes de todas as coisas. Não foi gerado e nem criado; sempre
existiu e sempre existirá. O passado, o presente e o futuro são igualmente
conhecidos por ele, que observa todos os acontecimentos como um todo
inter-relacionado. O Pai não é um mero
poder ou mesmo uma influência impessoal sobre a vida das pessoas. Pelo
contrário, é um ser pessoal que possui a capacidade de raciocinar, de sentir,
de almejar: Preocupa-se com os desfavorecidos (Sl 68:5); perdoa pecados (Mt
6:15; Mc 11:25); tem vontade própria (Mt 7:21; 18:19; Lc 12:32; 22:42; Jo 6:40;
Gl 1:4); responde orações (Lc 11:13; 12:30-32); é sobre todos, por todos e está em todos (Ef 4:6). As Sagradas
Escrituras também afirmam que o Pai é o responsável pelo planejamento da obra
da redenção (Ef 1:3-6).
Sobre Jesus, a segunda pessoa da
triunidade, nós cremos que ele é plenamente Deus. Na Bíblia Sagrada há diversos
textos que asseguram de maneira explícita a divindade de Cristo, como por
exemplo, João 1:1: No princípio era
aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Mais adiante, João
narra a declaração de Tomé a Jesus: Senhor
meu e Deus meu (Jo 20:28). O apóstolo Paulo também declara que Jesus é o
grande Deus: ...aguardando a bendita
esperança e manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo
(Tt 2:13 cf. Rm 9:5). Pedro, de
igual forma, reconheceu a divindade de Cristo: ...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo (2 Pd 1:1). Além da natureza divina, Jesus veio ao mundo
como ser humano, com todas as limitações que o homem possui: fome, sede frio,
cansaço, por exemplo. Sobre isso a Bíblia assegura: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de
verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (Jo 1:14).
Em outro texto lemos: Eu mesmo o vi com
meus próprios olhos e o ouvi falar. Eu toquei nele com as minhas próprias mãos (I
Jo 1:1 – BV). Deus se fez gente para
identificar-se com o ser humano.
Além do Pai e do Filho, atentaremos para o
Espírito Santo, a terceira pessoa que integra a Triunidade divina. Nós cremos
que, assim como o Pai e o Filho, ele, do mesmo modo, é Deus. Não podemos
confundi-lo com uma energia, um poder ou uma força. Nos dias atuais, existe
muita confusão em torno do Espírito Santo. Muitos o estão tratando como se ele
fosse apenas um poder, que fica, constantemente, à disposição dos crentes; o
que não é verdade. A Bíblia mostra que o Espírito Santo é tanto uma pessoa,
quanto é Deus. O Espírito Santo é um ser pessoal - assim como o Pai e o Filho o
são -, e não simplesmente uma força impessoal e ativa de Deus. Por ser uma
pessoa o Espírito Santo tem intelecto (1 Co 2:10-11), tem vontade (1 Co 12:11)
e tem sentimentos (Ef 4:30). Da mesma forma, a Bíblia atribui a Ele atos pessoais
como ensinar (Lc 12:12); guiar (At 8:29); falar e escolher (At 13:2);
interceder (Rm 8:26) e convencer (Jo 16:8), por exemplo. Com relação à sua
deidade, um dos textos mais claros a esse respeito se encontra, no livro de
Atos. No capítulo 5, versículo 3, na pergunta de Pedro a Ananias, ele afirma:
...mentisses ao Espírito Santo. E, no
versículo 4, o apóstolo completa: ...não
mentiste aos homens, mas a Deus. Portanto, fica claramente evidenciada,
nestes versículos, a deidade do Espírito Santo.
PARA REFLETIR
01. Quem é Deus segundo as Escrituras? O que ele representa para
você?
02. O que significa dizer que Deus é trino? Como provar esta
doutrina?
terça-feira, 8 de novembro de 2016
CAPACITADOS
PARA O MINISTÉRIO CRISTÃO!
(Os dons do Espírito na vida cristã)
...
a manifestação do Espírito é dada a
cada um para benefício comum (1 Co 12:7).
A
palavra “dons”, no português, é a tradução da palavra grega charisma, ou charismata, no plural,
cuja raiz é o substantivo charis, que
significa “graça”. Uma vez que “graça” é algo recebido de forma imerecida, a
definição de charisma caminha nesse
sentido. Este é um presente, uma dádiva recebida de forma gratuita e espontânea.
Sobre os charismas do Espírito Santo
ou “dons espirituais”, podemos dizer que estes são capacitações, distribuídas
gratuitamente pelo próprio Espírito Santo aos crentes em Jesus, com um objetivo
específico. A Bíblia diz: ... a
manifestação do Espírito é dada a cada um para benefício comum (1 Co 12:7);
um só Espírito realiza todas essas
coisas, distribuindo-as individualmente conforme deseja (1 Co 12:11).
É
importante que façamos uma distinção, desde o início do nosso estudo. Não
podemos confundir dons espirituais
com talentos naturais. Talentos
naturais também são dádivas dadas por Deus (Tg 1:17), todavia, não é preciso
ser um cristão para recebê-las. Uma pessoa pode, por exemplo, ter grandes dons
naturais de sabedoria e ciência, sem nunca ter recebido o Espírito de Deus.
Então, de novo frisamos, dons “espirituais não são talentos. Os dons
espirituais são dados por Deus para fins espirituais, e apenas para cristãos”.[1]
Vejamos, então, algumas questões relacionadas aos dons, importantes para todo
discípulo de Cristo em sua jornada cristã.
A primeira questão: Quais são os dons?
Existem seis listas encontradas nas cartas do Novo Testamento. Observemos cada
uma delas na tabela abaixo:
|
Romanos 12:6-8
|
1 Coríntios 12:8-10
|
1 Coríntios 12:28
|
1 Coríntios 7:7-8
|
Efésios 4:11
|
1 Pedro 4:10-11
|
|
Profecia
Serviço
Ensino
Encorajamento Contribuição
Liderança
Misericórdia
|
Palavra da sabedoria
Palavra do conhecimento
Fé
Dons de curar
Milagres
Profecia
Discernimento de espíritos
Línguas
Interpretação de línguas
|
Apóstolo
Profeta
Mestre
Milagres
Dons de curar
Socorros
Administração Línguas.
|
Celibato
|
Apóstolo
Profeta
Evangelista
Pastor
Mestre
|
Falar
Servir
|
Dentre esses
dons, alguns são de caráter ministerial e outros, de caráter sobrenatural.
Todavia, não temos base bíblica para afirmar que este ou aquele é mais “espiritual”.
Todos os dons são importantes, e Deus usa a cada um no corpo com o dom que deu
a esta pessoa. Todos são valorizados. No corpo humano, não existe um membro que
não seja importante. Até o dedinho mínimo do pé tem sua relevância para
garantir o equilíbrio do corpo de pé. No corpo de Cristo, os dons que trazem
mais e os que trazem menos edificação, são importantes para o bom funcionamento
do corpo de Cristo e não podem ser desprezados.
A segunda questão: Quem distribui os dons?
Apesar de a Bíblia dizer, em Efésios, que existem alguns dons que são
concedidos por Jesus (Ef 4:11), este o faz através do Espírito Santo, pois a
Escritura ensina que, em última instância, é o Espírito Santo quem atua
diretamente, concedendo os dons aos cristãos (1 Co 12:7-11, 18). Ele sabe do
que a igreja precisa e distribui os dons como lhe apraz, a cada um,
individualmente (1 Co 12:11). O Espírito Santo é soberano na distribuição
dos dons.
A terceira questão: Qual a finalidade dos dons do Espírito
Santo? Não podemos ser ignorantes quanto a esse
assunto. A Bíblia diz que a manifestação
do Espírito é dada a cada um para benefício comum (1 Co 12:7). Os
dons não são para o bem pessoal, mas, sim, para o bem comum. A palavra de Deus
não descarta que o dom, em si, pode trazer benefícios à pessoa, mas Deus
confere seus dons sobre seu povo para que todos sejam edificados e abençoados
espiritualmente (1 Co 14:26).
A quarta questão: Devemos procurar os dons?
Já aprendemos que os dons nos são distribuídos, gratuita e soberanamente, pelo
Espírito Santo. Não podemos nos tornar merecedores dessa bênção. Mas a Bíblia
mostra um sentimento que todos nós devemos ter, na procura dos dons
espirituais. Está em 1 Coríntios, capítulo 12, versículo 31. Ali, lemos: Procurai com zelo os melhores dons (RA).
Outra versão diz: Aspirai os dons mais
altos (BJ). Uma leitura rápida, neste texto de Coríntios, pode fazer com
que pensemos que as Escrituras se contradizem neste ponto.
No versículo 11,
lemos que os dons são dados soberanamente pelo Espírito Santo, mas, no
versículo 31, é-nos dito que devemos procurá-los? Como entendermos estes
textos? Na verdade, não existe contradição alguma. Aqui, estão refletidas apenas
as verdades da “soberania de Deus” e do “livre-arbítrio do homem”. Apesar de
Deus ser soberano, o homem tem liberdade para desejar. Esse é o sentido da
palavra “procurar”: desejar sinceramente, avidamente, zelosamente. Então, veja
que interessante: o fato de o Espírito Santo distribuir os dons, de forma
soberana, não nos impede de desejarmos certos dons. Vale ressaltar que o desejo
por este ou aquele dom não é garantia de que os receberemos. Podemos desejar,
mas quem escolhe o dom que devemos receber é o Espírito Santo.
Por fim,
ressaltamos que Somos avessos a todo tipo de espiritualidade “estranha”, a todo
tipo de busca e a todo uso indevido dos dons, que, ao invés de edificação,
promove tristeza, contenda e desunião entre os membros do corpo de Cristo.
Somos a favor do uso, mas somos contra o abuso dos dons do Espírito. Somos
contra quem usa os dons para se promover, para reivindicar status. Todas as pessoas são importantes no corpo de Cristo,
independentemente de possuírem dom “x” ou “y”. No ambiente do amor, que os dons
sejam usados sempre para a edificação!
PARA
REFLETIR
01.
O que é dom espiritual e quais são os dons destacados no texto?
02.
Quem distribui os dons espirituais? Com qual finalidade?
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