sábado, 22 de agosto de 2026

 

📖 LIVRO DE GÊNESIS
🔑 PALAVRA-CHAVE: CRIAÇÃO
O que é Gênesis?
Gênesis é o livro dos começos. Nele encontramos a origem do universo, da vida, do ser humano, da família, do pecado e do plano de Deus para restaurar a humanidade.
A Bíblia começa apresentando uma verdade fundamental:
“No princípio, criou Deus os céus e a terra.”
Gênesis 1:1
O que aconteceu em Gênesis?
Gênesis nos mostra uma sequência muito importante:
CRIAÇÃO → QUEDA → PROMESSA → PLANO DE SALVAÇÃO

🔹 Deus cria todas as coisas.
🔹 Deus cria o ser humano.
🔹 O pecado entra no mundo.
🔹 A humanidade se afasta de Deus.
🔹 Deus promete um Salvador.
🔹 Deus começa um plano para restaurar o homem.
A grande mensagem de Gênesis
Gênesis responde à pergunta:
“De onde tudo veio e por que precisamos de salvação?”
Deus é apresentado como Criador, o homem como parte especial da criação e o pecado como a causa da ruptura entre Deus e a humanidade.
Mas Gênesis também mostra que, mesmo depois da queda, Deus não abandonou o ser humano.
Em Gênesis 3:15 aparece a primeira grande promessa de vitória sobre o mal.
Por que a palavra CRIAÇÃO?
Porque tudo começa aqui.
Para compreender a Bíblia inteira, é preciso entender que o plano começa com um mundo perfeito criado por Deus.
Depois vem a queda.
Depois, a promessa.
E toda a Bíblia continua contando a história da restauração daquilo que foi perdido.
Uma frase para memorizar
“Gênesis mostra como tudo começou e como Deus iniciou o plano para restaurar aquilo que o pecado destruiu.”

quarta-feira, 18 de junho de 2025

É PÓSSIVEL ENCONTRAR DEUS NO MEIO DA INTELIGENCIA ARTIFICIAL?

 Daniel 12.4

⁴ E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará. 

Em muitas traduções, você encontrará a palavra ciência no local de conhecimento.

Fato é, que no último milênio, vimos a multiplicação do conhecimento humano, o desenvolvimento da tecnologia está tão avançado, que tudo o que nós temos vistos e presenciamos, já pode estar ultrapassado, pois infinitamente o desenvolvimento da informatização é surpreendente. hoje temos a tecnologia AI inteligência artificial, que veio para confundir a mente humana, e trazer novos estereótipos e enigmas que a mente humana não está habituada.

Estamos presenciando a evolução das máquinas, onde elas  vão conversar entre sí, com códigos binários, sem a necessidade da presença ou do direcionamento do ser humano.

E Deus, será que ainda vamos conseguir encontrar nas igrejas? 

Está é uma pergunta curiosa e bastante interessante, pois será que Deus, não tinha previsto que isso iria acontecer?

O texto que mencionamos acima, traz uma alusão aos tempos futuros, onde  ciência se multiplicaria, ou o conhecimento seria inigualável.

Deus, jamais será subjugado pelo ser humano, por mais excelente que seja a tecnologia e o conhecimento humano. Deus está acima da mente humana, e Ele por sí próprio tem estimulado a evolução de todas as coisas, pois existe um tempo para todas as coisas serem cumpridas.

Lucas 12.35-40

35"Estejam prontos para servir e conservem acesas as suas candeias,

36como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente.

37Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar. Eu afirmo que ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los.

38Mesmo que ele chegue de noite ou de madrugada, felizes os servos que o senhor encontrar preparados.

39Entendam, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não permitiria que a sua casa fosse arrombada.

40Estejam também vocês preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que não o esperam".

A esperança do cristão é o cumprimento da Palavra de Deus, que voltará em breve para buscar os seus escolhidos. Enquanto isso não acontece, muitos vão se deixar levar por enganos e loucuras.

Toda evolução é muito bem vinda, mas existem os riscos e perigos das pessoas mal intencionadas, que vão usar a tecnologia e sabedoria humana (diabólica) para prejudicar e derrubar os fiéis na terra, que AGUARDAM  O VOLTA DE JESUS CRISTO.

MANTENHA-SE FIRME NA ESPERANÇA E FÉ, POIS ELE FIEL E JUSTO PARA CUMPRIR O QUE DISSE.


Pr. Carlos Almeida

segunda-feira, 4 de março de 2024

A condição do cristão após a pandemia do COVID-19


 Nós passamos por uma terrível fase, situação que fez com que milhões de pessoas, suplicassem a Deus por sua misericórdia, com medo de sua repentina morte. E de fato, muitas vidas se foram com a pandemia, muitas familias dilaceradas, um choque na sociedade. 

Vimos também  a dificuldade com que os governantes lidaram com a questão; mas a pandemia não acabou, continua a existir, no entanto, novos temas estão despertando a atenção dos governantes e população, como as guerras que surgiram pós pandemia. os interesses se voltaram para outros temas, ainda porque, falar de pandemia só gera custos e descasos por parte das autoridades.

Fomentar sobre guerras, e a participação dos países ligados a ONU, e quantos milhões de dolares estão sendo gastos na brutalidade destas guerras é no minímo incompreensível. 

Com todas estas questões a tona e diáriamente informações que deturpam a moral cristã (conforme Bíblia) estão invadindo os conceitos de familia, deixados por Deus aos seres humanos.

Antes do caos da pandemia, muitos se diziam cristãos, na pandemia muitos eram cristãos e agora poucos se dizem cristãos, porque o fato de ficarem com os templos fechados sem a possibilidade de cultos aos seus membros, as igrejas estão a cada dia perdendo mais e mais de seus membros. O tempo que ficaram em casa, as deixou sem fé para continuar e persistir, lutando continuamente. 

Apenas lembrando que tudo o que foi predito nas Escrituras Sagradas, serão cumpridas, independente da situação humana. Conforme a própria palavra de Deus, em Breve Jesus \voltará!

"....Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus." Apoc 22:20. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

 

Ser cristão sem participar, ainda continua sendo cristão?

 

Introdução: O mundo está cada dia mais agitado, mais intenso, menos amor, menos tolerância, cheio de arrogância e prepotência, estamos sim caminhando para a calamidade total, anunciada e prescrita no apocalipse; estamos sim chegando ao fim dos tempos.

 

Leitura Bíblica:  Mateus 11.28-30

28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. 30 Porque o meu jugo [é] suave e o meu fardo é leve.

 

Eu já ouvi de muitas pessoas, eu sou cristã ou crente, ainda que não esteja indo na igreja, acrescenta ainda a frase eu nunca abandonei minha fé, tenho as raízes do Evangelho em mim.

Então fico pensando, como pode alguém que abre mão de ter um relacionamento mais próximo com Deus e com seus irmãos ainda se considerar cristã.!

Sim, porque é a comunhão com Deus e com seus irmãos que nos torna um verdadeiro cristão.

Manter as raízes do Evangelho no coração ou na mente, é muito importante sim, mas não pode parar só por aí. O Evangelho genuíno é feito do  ide, pregai e batizai, conforme Mateus 28, ou seja, é amor ao próximo.

e quando deixo de freqüentar a igreja, esta preocupação também deixa de existir. Passo a me preocupar com as coisas mais próximas do meu dia a dia, e coloco o Evangelho atrás de muitas outras coisas as quais são consideradas mais importantes ou essenciais.

Exemplo: quando deixo de congregar, o tempo que tiro para minhas orações diárias é muito pouco ou quase inexistente. Os louvores que se tinha prazer em sempre cantar, vão sendo substituídos por musicas seculares.

O prazer de acordar e agradecer por se ter a oportunidade de ir a Casa do Senhor, vai se esvairindo até ficar só as lembranças. Então procura-se uma forma de justificar o afastamento, procurando sempre um culpado ou algo que não agradou, mas nunca assume a culpa, para então afirma seu afastamento.

Neste ponto é muito interessante lembrar que a Bíblia diz em  Rm 12 -9 a 18  

9 O amor [seja] não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. 10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; 12 Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; 13 Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;
 14 Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram; 16 Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; 17 A ninguém torneis mal por mal; procurai as [coisas] honestas, perante todos os homens. 18 Se [for] possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

Tolerarmos uns aos outros e nunca deixar de orar.

Aqueles que se dizem cristãos, e não assumem compromissos com a obra de Deus e as necessidades de sua casa, ainda que diga, sou cristão, está muito longe da verdade e precisa de libertação para vencer o seu próprio EGO.

A palavra de Deus nos ensina no salmo 133 O quão bom e suave é que os irmãos vivam em união. Também em Atos 2.42 - 47

42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
 43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. 46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

 

A Bíblia também ensina que a morte de Cristo foi muito dolorida, para que se diga simplesmente sou cristão e não se esforça em nada para contribuir, e quando faz tenha tantas restrições.

Ser cristão é viver o amor de Deus, demonstrar sua fé através da fidelidade doutrinária, da devoção espiritual, da crença e confiança em Jesus Cristo, de falar e ouvir a voz de Deus, de abrir os lábios em adoração e glorificação, exaltar a Deus por seus feitos, pelas coisas boas e ruins que aconteceram em sua jornada.

Ser cristão vai além de olhar para a Bíblia como santa, é preciso se alimentar de suas palavras, das orientações de Cristo para conosco.

Ser cristão não é igual a vestir uma roupa nova para ir a uma festa. Ser cristão é estar de vestes novas todos os dias em festa, celebrando ao Rei da Glória.

Ser cristão, sem participar das aflições dos irmãos, é o mesmo que assistir um file, acabou, desligo a TV. Ser cristão é andar junto, ainda que com dificuldade, com pensamentos divergentes.

Ser cristão é viver as novidades na Casa do Senhor por longos dias.

Pense nisto; ainda enquanto é tempo. O tempo está se findando e Jesus vem buscar um povo seu zeloso de boas obras e fé. E não simplesmente aquele que se diz cristão e age como as 05 virgens imprudentes do livro de Mateus Cap 25.

Que Deus possa abrir o coração e remir o tempo de quem se diz cristão e não vive as práticas do cristianismo.

 

 

Pastor Carlos Almeida

23/09/21

 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016


COMO EU AMO A TUA LEI!
(Aprendendo sobre os mandamentos divinos)

... a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom (Rm 7:12).

A palavra lei, de forma geral, faz referência as normas ou regras de vida, vindas, geralmente, de uma autoridade. Neste sentido, quando tratamos de leis de Deus, estamos nos referindo aos preceitos vindos de Deus para o seu povo. Estes preceitos diziam respeito a todos os aspectos da vida dos israelitas. Eles apontavam as diretrizes pelas quais o povo deveria se guiar. A lei estava entre os bens mais valiosos dos Israelitas. Se guardassem com cuidado, seriam notados pelas outras nações: ... pois assim os outros povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês. Quando eles ouvirem todos estes decretos dirão: "De fato esta grande nação é um povo sábio e inteligente" (Dt 4:6 – NVI). Apesar desta enorme importância, precisamos lembrar que existem diferentes tipos de lei no Antigo Testamento, e nem todas elas, embora importantes para Israel naquele contexto, continuam validas para a igreja cristã.
Por exemplo, como podemos conciliar alguns textos bíblicos que dizem que a lei de Deus foi anulada com outros que dizem que ela continua vigente? O mesmo apóstolo Paulo, que disse que Jesus aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças (Ef 2:15), disse que a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom (Rm 7:12). Partindo do princípio de que a Bíblia não se contradiz, é claro que estes textos não estão tratando da mesma lei e que existe mais de uma categoria de leis. Pelo menos três categorias são mostradas na Bíblia. Veremos quais a seguir.    
Em primeiro lugar, temos as leis civis. As leis civis são aquelas que regulamentam a vida dos cidadãos entre si, dentro de uma comunidade (nação, Estado). O povo de Israel, como nação, não podia fazer o que bem queria, quando queria e da forma que queria. As leis civis abrangiam questões relativas ao tratamento dos escravos (Êx 21:1-11); à violência e aos acidentes (21:12-32); ao direito de propriedade (Êx 21:33-22:15); e ao descanso da terra (Êx 23:10-11), dentre outras. A Bíblia diz, por ocasião da criação das leis civis: Estes são os estatutos que proclamarás a eles (Êx 21:1). Moisés serviu apenas como proclamador desta lei, que foi dada por Deus. Elas são: leis do Senhor (Dt 11:26-28). Cada uma dessas ordenanças reflete a justiça de Deus. De alguma forma, todas são fundamentadas nos dez mandamentos, a lei moral de Deus, pois existem princípios morais envolvidos em cada um destes preceitos civis. As leis civis apresentadas na Bíblia são aplicações da lei moral à sociedade israelita. Então, por isso, podemos afirmar que a “lei moral permanece, a aplicação dada a ela na sociedade israelita, não”.[1]
Em segundo lugar, temos as leis rituais. Se, por um lado, as leis civis regiam a forma com que os israelitas deveriam comportar-se diante da sociedade, por outro, as leis rituais (ou cerimoniais) mostravam como eles deveriam se apresentar diante do Senhor. Elas regulamentavam a adoração de Israel. Cuidavam mais da exterioridade da vida religiosa. Podemos encontrar as leis rituais nos livros de Êxodo, Deuteronômio e, principalmente, no livro de Levítico, que é um manual de cerimônias, regras e deveres sacerdotais. Apesar de serem chamadas de “leis de Moisés”, em algumas passagens bíblicas (Js 8:31; Ed 3:2), as leis rituais foram dadas pelo próprio Deus. Ele apresentou esses preceitos à nação israelita, com o fim de guiá-la em sua fé no Messias. Essas leis apontavam para a vinda do Messias. Todavia, por serem tipológicos por natureza, cercados de símbolos e sinais que focavam a obra do Messias, a vinda deste pôs fim a esses rituais. Com a vinda de Cristo, as leis rituais perderam a sua validade, deixaram de ser obrigatórias para o povo da nova aliança.
Os autores do Antigo Testamento sabiam que as leis rituais ou cerimoniais apontavam para uma realidade maior (cf. Sl 51:16-19; Os 6:6-7; Is 1:11; Jr 7:22-23; Mq 6:6-8). No Novo Testamento, elas são chamadas de “sombras” (Cl 2:17; Hb 8:5; 10:1). Por essa razão, o ensino do Novo Testamento sobre elas é claro: não são mais obrigatórias para a igreja. Essa verdade pode ser vista em Efésios, em que lemos que, em seu corpo, Jesus desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças (Ef 2:14-15 – grifo nosso). A lei mencionada aqui é a dos rituais. A frase “mandamentos contidos em ordenanças” aponta nesse sentido. É importante ressaltarmos que, apesar das leis cerimoniais terem sido abolidas, isto não significa que elas não têm nenhum valor para os crentes. O uso delas foi abolido, mas como apontavam para Cristo, retêm importância como uma ferramenta de ensino para melhor entender a sua obra. 
Em terceiro lugar, temos a lei moral. A lei moral de Deus é aquela que estabelece o padrão de conduta para todos os homens e em todos os lugares; revela, de forma muito evidente, a vontade de Deus, em termos de caráter e procedimento. A lei moral é um reflexo da natureza e do caráter do próprio Deus. Sendo assim, é universal, indispensável e válida para todos os homens, de todas as épocas e lugares; é imutável. Onde podemos encontrá-la? Nos dez mandamentos (Êx 20:1-17). Elas prescrevem como deve ser o nosso relacionamento com Deus: não terás outros deuses diante de mim (v. 3), não farás para ti imagem de escultura (v. 4a), não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão (v. 7a), lembra-te do sábado, para o santificar (v. 8); e com o próximo: honra teu pai e tua mãe (v. 12a), não matarás (v. 13), não adulterarás (v. 14), não furtarás (v. 15), não dirás falso testemunho (v. 16) e não cobiçarás (v. 17a).      
A lei moral foi dada em um contexto de graça, para um povo já liberto (Ex 20:2), que não fora escolhido sem propósito. Israel foi alcançado para ser um povo santo (Dt 7:6; 14:2, 21) e os mandamentos serviriam para orientá-los nessa missão.  A lei moral é a regra de vida dos redimidos. Ela nunca teve por objetivo trazer salvação, mas contribuir no processo de santificação. Foram dadas para que os filhos de Deus soubessem qual era a sua vontade e pudessem andar de acordo com a mesma. 
Assim como a civil e a ritual, a lei moral foi dada por Deus (Êx 20:1). No caso da lei moral, a vinda de Cristo não a anula, nem a remove. A validade dos dez mandamentos é contínua e a sua aplicação é universal. Jesus, ao se referir a lei moral disse: Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-los. (Mt 5:17 – grifo nosso). Em Romanos também lemos: Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a lei (Rm 3:31). Então, entre as três categorias de lei, a única que permanece é a moral.

PARA REFLETIR

01. O que significa a palavra “lei”? Quantas categorias de leis existem na Bíblia?

02. Fale sobre a única categoria de leis que continuam vigentes?



[1] Meister (2003:45).

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vídeo de encerramento da 52ª Assembleia Geral

O INICIO DE TUDO
(Aprendendo sobre a criação do mundo)

O Senhor com sabedoria fundou a terra (Pv 3:19).

Gênesis conta a história do começo da criação do universo, do homem, do pecado, da redenção, do trabalho, do casamento, das civilizações, etc. Em seu primeiro capítulo, encontramos registrado o início de todas as coisas. De início, temos revelado que Deus criou todas as coisas (Gn 1:1). Mesmo enfrentando diversos ataques de falsas teorias inventadas pelos homens, essa doutrina foi aceita como verdadeira desde o início. Nos últimos duzentos anos, porém, ela tem sido atacada com rigor![1] A chamada “teoria da evolução”, ensinada na maioria das escolas públicas e particulares e também nas universidades, constitui-se em um dos ataques mais vigorosos contra a criação divina. Mas, o que diz essa falsa teoria?  
O evolucionismo foi apresentado ao mundo pelo naturalista inglês Charles Darwin, no seu livro A origem das espécies, e pode ser definido como teoria de que todas as coisas se originaram de materiais preexistentes por modificação gradual, mediante processos naturais.[2] Entretanto, ao analisarmos o evolucionismo, concluímos que ele não conta com o apoio dos fatos. A teoria é falsa! Por exemplo, se levarmos em canta as toneladas de fósseis que têm sido encontradas em todo o mundo: todos eles têm sido facilmente classificados como peixes, répteis, aves, mamíferos e homens. Os pesquisadores não encontram restos de uma forma que esteja no meio do caminho, “evoluindo”. Em toda essa massa incalculável de ossos, “não há prova alguma, seja ela qual for, de qualquer mudança gradual de uma espécie para outra”.[3] Em outras palavras, o macaco sempre foi macaco, o homem sempre foi homem, o peixe sempre foi peixe e assim por diante.
Além disso, segundo a cosmologia, que estuda a origem do universo, “tudo o que foi começado tem que ter uma causa adequada”.[4] Em Hebreus 3:4, lemos: Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus. Ele é o criador e arquiteto do universo! (cf. Ne 9:6, Is 40:26; 45:12; At 17:24; Ef 3:9; Cl 1:16; Ap 4:11). E como ele criou todas as coisas? A palavra criou, que aparece nos versículos 1, 21 e 27 de Gênesis, capítulo 1, é a tradução da palavra hebraica bara, que ocorre 44 vezes, no Antigo Testamento, e significa a produção de algo fundamentalmente novo, por meio da ação de um poder criador soberano, visto que nunca está relacionado a nenhuma menção do material.[5] Esse significado concorda com o que afirmou o autor de Hebreus: ... o visível foi feito do que se não vê (11:3). Do nada Deus cria todas as coisas. Existe um padrão para as atividades de Deus em Gênesis:
Deus formou: Depois de criar a terra (Gn 1:1), Deus começou a organizá-la. O versículo 2 de Gênesis 1 diz: A terra era sem forma e vazia. Durante a semana da criação: primeiro ele formou e depois encheu. Nos três primeiros dias, Deus deu forma à terra. No primeiro dia, ele ordenou que a luz brilhasse e separou a luz das trevas (Gn 1:3-5), no segundo dia, Deus separou águas e águas, colocou um firmamento entre as águas superiores e chamou de céus (Gn 1:6-8), no terceiro dia, Deus reuniu as águas e fez surgir a porção seca, criando, assim, a “terra”, a “vegetação” e os “mares” (Gn 1:9-13).
     Deus encheu: A terra sem forma do versículo 2, ao final do terceiro dia da criação, ganhou forma. Depois de criar as estruturas fundamentais do nosso mundo, Deus começou a preencher esse mundo. No quarto dia da criação, ele colocou luminares nos céu (Gn 1:14-19). No quinto dia, Deus criou os peixes para povoarem os mares e as aves para voarem no céu (Gn 1:20-23). No sexto e último dia, a criação chegou ao seu ápice: após criar toda a fauna, Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança (...) Assim Deus criou o homem (Gn 1:26-27).
     Depois de seis dias de muita criatividade, por parte de um criador extremamente sábio, a terra sofreu mudanças fenomenais. No final dos seis dias, viu Deus tudo o que tinha feito, e que era muito bom (Gn 1:31). Tudo “no universo, desde a maior das estrelas até a menor das folinhas, produziu alegria no seu coração. Era uma linda sinfonia”.[6] Assim, Deus, no sétimo dia, já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou (Gn 2:2 – NVI). De fato, o Senhor com sabedoria fundou a terra (Pv 3:19).
Por fim, depois de entendermos que tudo foi criado por Deus, nada mais justo do que entreguemos nossa adoração a ele! É impossível estudarmos o relato da criação e não ficarmos admirados com o poder e a inteligência do nosso criador! Considere, por exemplo, a vastidão da criação:[7] Mais de 500 mil espécies de insetos, 30 mil espécies de aranhas, 6 mil espécies de répteis, 5 mil espécies de mamíferos, 3 mil espécies de rãs. Todas, segundo a Bíblia, criadas por Deus (Gn 1:12, 21, 24, 25). Entreguemos a nossa adoração a ele! Bendito seja o teu nome glorioso, e seja exaltado (...). Fizeste o céu, o céu dos céus, e todo seu exército, a terra e tudo o que nela há, os mares e tudo o que neles há (Ne 9:5-6).     

PARA REFLETIR

01. Como a ciência explica a origem de todas as coisas?

02. Como a Bíblia explica a origem de todas as coisas?






[1] Moreland; Reynolds (2006:32).
[2] Morris (1979:9).
[3] Saint (1987:27).
[4] Thiessen (2001:29).
[5] Bruce (2009:156).
[6] Pfeiffer; Harrison (1986:5).
[7] Champlin (2000:14).

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

QUÃO GRANDE ÉS TU!
(Aprendendo sobre o nosso Deus)

O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor (Dt 6:4)

     Quem é Deus segundo as Escrituras sagradas? Esta é uma pergunta que, por mais que tentemos apresentar algumas respostas, estas, nunca serão plenamente satisfatórias. Afinal, somos seres humanos finitos e pecadores tentando entender um Deus infinito e santo. Mesmo assim, podemos afirmas algumas coisas, com base na revelação, sobre Deus, sua pessoa e características. A Bíblia diz que as coisas encobertas pertencem ao Senhor, e as reveladas pertencem a nós (Dt 29:29). Tudo o que sabemos sobre Deus advém da sua auto revelação. Se ele nunca tivesse se revelado, não saberíamos nada sobre ele. Por isso, reconhecemos que não sabemos tudo, mas apenas o que ele próprio quis que soubéssemos.
     Pois bem, diante de todas as maneiras que Deus se revelou a nós através da sua Palavra, podemos dizer que DEUS é Espírito Pessoal, Eterno, Infinito e Imutável; é Onipotente, Onisciente e Onipresente; é Perfeito em Santidade, Justiça, Verdade e Amor. Ele é o Criador e Sustentador de todas as coisas, Redentor, Juiz e Senhor da história e do universo, que Governa pelo seu Poder dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu Eterno Propósito e Graça, que se revelou a humanidade.  É Deus Triuno; o Eterno DEUS é Pai, Filho e Espírito Santo, Pessoas distintas, porém sem divisão em sua essência. 
     Gostaríamos de destacar a ideia de “triunidade”. Ele é um Deus trino. E o que isso significa? A palavra “triunidade” não aparece nas Escrituras, mas foi criada para expressar uma verdade encontrada em toda a Escritura. A que Deus é um ser triúno, isto é, ele subsiste eternamente em três pessoas distintas e co-iguais. Todas elas são igualmente e plenamente divinas, no entanto, existe um único Deus (Dt 6:4; Tg 2:19). Deus é um em sua essência. Esta essência é única e indivisível. Essa essência não está fragmentada, de modo que cada pessoa da trindade seja uma parte de Deus. Todos sem exceção, o Pai o Filho e o Espírito Santo, possuem a totalidade da essência divina. Esta é uma daquelas doutrinas difíceis de entender logicamente, mas que não podem ser negadas devido a farta evidencia bíblica.
     Para tentar clarificá-la, pensemos nas três pessoas divinas de forma separadas. Começaremos a nossa abordagem falando sobre o Pai. Deus é chamado de Pai em alguns textos do Antigo Testamento (cf. Dt 32:6; 2 Sm 7:14; Sl 68:8; 89:26; Is 63:16; 64:8; Jr 3:4, 19; Ml 1:6; 2:10). A designação “Pai” não era muito comum para se referir a Deus no Antigo Testamento, principalmente para não confundir o Deus de Israel com os deuses tidos como progenitores pelos pagãos.[1] Em o Novo Testamento, entretanto, as referências bíblicas à pessoa do Pai são numerosíssimas: mais de 200 (cf. Mt 5:16; 6:9; 26:53; At 1:4; Rm 1:7; Gl 1:3; Ef 6:23, etc.). Quando somamos os textos do Antigo Testamento à revelação do Novo Testamento, descobrimos que o Pai é uma das pessoas da triunidade. Todos estes textos bíblicos revelam-nos informações preciosas e importantes sobre a pessoa do Pai do nosso Senhor Jesus Cristo (1 Pd 1:3).
     A Bíblia afirma, e por isso cremos, que o Pai é divino, isto é, ele é Deus: Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação (Jo 6:27 – grifo nosso cf. também 2 Co 1:2; Ef 4:6; 1 Pd 1:2-3). Se o Pai é Deus, consequentemente é, também, eterno (Sl 90:2). Deus, o Pai, existe antes de todas as coisas. Não foi gerado e nem criado; sempre existiu e sempre existirá. O passado, o presente e o futuro são igualmente conhecidos por ele, que observa todos os acontecimentos como um todo inter-relacionado.   O Pai não é um mero poder ou mesmo uma influência impessoal sobre a vida das pessoas. Pelo contrário, é um ser pessoal que possui a capacidade de raciocinar, de sentir, de almejar: Preocupa-se com os desfavorecidos (Sl 68:5); perdoa pecados (Mt 6:15; Mc 11:25); tem vontade própria (Mt 7:21; 18:19; Lc 12:32; 22:42; Jo 6:40; Gl 1:4); responde orações (Lc 11:13; 12:30-32); é sobre todos, por todos e está em todos (Ef 4:6). As Sagradas Escrituras também afirmam que o Pai é o responsável pelo planejamento da obra da redenção (Ef 1:3-6).
     Sobre Jesus, a segunda pessoa da triunidade, nós cremos que ele é plenamente Deus. Na Bíblia Sagrada há diversos textos que asseguram de maneira explícita a divindade de Cristo, como por exemplo, João 1:1: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Mais adiante, João narra a declaração de Tomé a Jesus: Senhor meu e Deus meu (Jo 20:28). O apóstolo Paulo também declara que Jesus é o grande Deus: ...aguardando a bendita esperança e manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (Tt 2:13 cf. Rm 9:5). Pedro, de igual forma, reconheceu a divindade de Cristo: ...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo (2 Pd 1:1).      Além da natureza divina, Jesus veio ao mundo como ser humano, com todas as limitações que o homem possui: fome, sede frio, cansaço, por exemplo. Sobre isso a Bíblia assegura: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (Jo 1:14). Em outro texto lemos: Eu mesmo o vi com meus próprios olhos e o ouvi falar. Eu toquei nele com as minhas próprias mãos (I Jo 1:1 – BV). Deus se fez gente para identificar-se com o ser humano.
     Além do Pai e do Filho, atentaremos para o Espírito Santo, a terceira pessoa que integra a Triunidade divina. Nós cremos que, assim como o Pai e o Filho, ele, do mesmo modo, é Deus. Não podemos confundi-lo com uma energia, um poder ou uma força. Nos dias atuais, existe muita confusão em torno do Espírito Santo. Muitos o estão tratando como se ele fosse apenas um poder, que fica, constantemente, à disposição dos crentes; o que não é verdade. A Bíblia mostra que o Espírito Santo é tanto uma pessoa, quanto é Deus. O Espírito Santo é um ser pessoal - assim como o Pai e o Filho o são -, e não simplesmente uma força impessoal e ativa de Deus. Por ser uma pessoa o Espírito Santo tem intelecto (1 Co 2:10-11), tem vontade (1 Co 12:11) e tem sentimentos (Ef 4:30). Da mesma forma, a Bíblia atribui a Ele atos pessoais como ensinar (Lc 12:12); guiar (At 8:29); falar e escolher (At 13:2); interceder (Rm 8:26) e convencer (Jo 16:8), por exemplo. Com relação à sua deidade, um dos textos mais claros a esse respeito se encontra, no livro de Atos. No capítulo 5, versículo 3, na pergunta de Pedro a Ananias, ele afirma: ...mentisses ao Espírito Santo. E, no versículo 4, o apóstolo completa: ...não mentiste aos homens, mas a Deus. Portanto, fica claramente evidenciada, nestes versículos, a deidade do Espírito Santo.

PARA REFLETIR

01. Quem é Deus segundo as Escrituras? O que ele representa para você?

02. O que significa dizer que Deus é trino? Como provar esta doutrina?



[1] Severa (1999:92). 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CAPACITADOS PARA O MINISTÉRIO CRISTÃO!
(Os dons do Espírito na vida cristã)

... a manifestação do Espírito é dada a cada um para benefício comum (1 Co 12:7).

A palavra “dons”, no português, é a tradução da palavra grega charisma, ou charismata, no plural, cuja raiz é o substantivo charis, que significa “graça”. Uma vez que “graça” é algo recebido de forma imerecida, a definição de charisma caminha nesse sentido. Este é um presente, uma dádiva recebida de forma gratuita e espontânea. Sobre os charismas do Espírito Santo ou “dons espirituais”, podemos dizer que estes são capacitações, distribuídas gratuitamente pelo próprio Espírito Santo aos crentes em Jesus, com um objetivo específico. A Bíblia diz: ... a manifestação do Espírito é dada a cada um para benefício comum (1 Co 12:7); um só Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as individualmente conforme deseja (1 Co 12:11).
É importante que façamos uma distinção, desde o início do nosso estudo. Não podemos confundir dons espirituais com talentos naturais. Talentos naturais também são dádivas dadas por Deus (Tg 1:17), todavia, não é preciso ser um cristão para recebê-las. Uma pessoa pode, por exemplo, ter grandes dons naturais de sabedoria e ciência, sem nunca ter recebido o Espírito de Deus. Então, de novo frisamos, dons “espirituais não são talentos. Os dons espirituais são dados por Deus para fins espirituais, e apenas para cristãos”.[1] Vejamos, então, algumas questões relacionadas aos dons, importantes para todo discípulo de Cristo em sua jornada cristã.
A primeira questão: Quais são os dons? Existem seis listas encontradas nas cartas do Novo Testamento. Observemos cada uma delas na tabela abaixo:

Romanos 12:6-8
1 Coríntios 12:8-10
1 Coríntios 12:28
1 Coríntios 7:7-8
Efésios 4:11
1 Pedro 4:10-11
Profecia
Serviço
Ensino
Encorajamento Contribuição
Liderança
Misericórdia
Palavra da sabedoria
Palavra do conhecimento
Dons de curar
Milagres
Profecia
Discernimento de espíritos
Línguas
Interpretação de línguas
Apóstolo
Profeta
Mestre
Milagres
Dons de curar
Socorros
Administração Línguas.
Celibato
Apóstolo
Profeta
Evangelista
Pastor
Mestre
Falar
Servir

Dentre esses dons, alguns são de caráter ministerial e outros, de caráter sobrenatural. Todavia, não temos base bíblica para afirmar que este ou aquele é mais “espiritual”. Todos os dons são importantes, e Deus usa a cada um no corpo com o dom que deu a esta pessoa. Todos são valorizados. No corpo humano, não existe um membro que não seja importante. Até o dedinho mínimo do pé tem sua relevância para garantir o equilíbrio do corpo de pé. No corpo de Cristo, os dons que trazem mais e os que trazem menos edificação, são importantes para o bom funcionamento do corpo de Cristo e não podem ser desprezados.
A segunda questão: Quem distribui os dons? Apesar de a Bíblia dizer, em Efésios, que existem alguns dons que são concedidos por Jesus (Ef 4:11), este o faz através do Espírito Santo, pois a Escritura ensina que, em última instância, é o Espírito Santo quem atua diretamente, concedendo os dons aos cristãos (1 Co 12:7-11, 18). Ele sabe do que a igreja precisa e distribui os dons como lhe apraz, a cada um, individualmente (1 Co 12:11). O Espírito Santo é soberano na distribuição dos dons.
A terceira questão: Qual a finalidade dos dons do Espírito Santo? Não podemos ser ignorantes quanto a esse assunto. A Bíblia diz que a manifestação do Espírito é dada a cada um para benefício comum (1 Co 12:7). Os dons não são para o bem pessoal, mas, sim, para o bem comum. A palavra de Deus não descarta que o dom, em si, pode trazer benefícios à pessoa, mas Deus confere seus dons sobre seu povo para que todos sejam edificados e abençoados espiritualmente (1 Co 14:26).
A quarta questão: Devemos procurar os dons? Já aprendemos que os dons nos são distribuídos, gratuita e soberanamente, pelo Espírito Santo. Não podemos nos tornar merecedores dessa bênção. Mas a Bíblia mostra um sentimento que todos nós devemos ter, na procura dos dons espirituais. Está em 1 Coríntios, capítulo 12, versículo 31. Ali, lemos: Procurai com zelo os melhores dons (RA). Outra versão diz: Aspirai os dons mais altos (BJ). Uma leitura rápida, neste texto de Coríntios, pode fazer com que pensemos que as Escrituras se contradizem neste ponto.
No versículo 11, lemos que os dons são dados soberanamente pelo Espírito Santo, mas, no versículo 31, é-nos dito que devemos procurá-los? Como entendermos estes textos? Na verdade, não existe contradição alguma. Aqui, estão refletidas apenas as verdades da “soberania de Deus” e do “livre-arbítrio do homem”. Apesar de Deus ser soberano, o homem tem liberdade para desejar. Esse é o sentido da palavra “procurar”: desejar sinceramente, avidamente, zelosamente. Então, veja que interessante: o fato de o Espírito Santo distribuir os dons, de forma soberana, não nos impede de desejarmos certos dons. Vale ressaltar que o desejo por este ou aquele dom não é garantia de que os receberemos. Podemos desejar, mas quem escolhe o dom que devemos receber é o Espírito Santo.
Por fim, ressaltamos que Somos avessos a todo tipo de espiritualidade “estranha”, a todo tipo de busca e a todo uso indevido dos dons, que, ao invés de edificação, promove tristeza, contenda e desunião entre os membros do corpo de Cristo. Somos a favor do uso, mas somos contra o abuso dos dons do Espírito. Somos contra quem usa os dons para se promover, para reivindicar status. Todas as pessoas são importantes no corpo de Cristo, independentemente de possuírem dom “x” ou “y”. No ambiente do amor, que os dons sejam usados sempre para a edificação!   

PARA REFLETIR

01. O que é dom espiritual e quais são os dons destacados no texto?

02. Quem distribui os dons espirituais? Com qual finalidade?




[1] Boice (2011:528).